Breathe, inhale, exhale…

A onda minimal / electrohouse nunca mais vai acabar?

20/10/2007 · 5 Comentários

Porque, sim, conheço alguns produtores de minimal fantásticos, que estão nessa desde que o mundo é mundo e que fazem com seus plic-plocs mais dos que muita gente com um exagerado abuso de graves e bpms. Gosto da discrição, do retorno ao básico minimalista, daquela coisa essencial que Jeff Mills e Kenny Larkin já sabiam tão bem mas, por que diabos um monte de produtores que costumavam ser fantásticos em seus nichos de criação se converteram a essa modinha minimalística tornando tudo tão sem graça e igual?

E esse electrohouse, então, qual a necessidade de juntar mal duas coisas que são excelentes sozinhas, que provocam aquela dança rebolada, solta e divertida nas pistas, sem compromisso algum com o amanhã? Porque quando o electro ou quando o house viram electrohouse, penso que eles perdem o que cada um tem de melhor: a poluição sonora do electro e o conteúdo rico do house. Fica uma passagem de um para outro que não se decide nunca e que, uma hora, cansa também de fazer o público esperar para ver o que vai acontecer.

Vejam só: adoro cozinhar. Mas cozinha só tem objetivo e excelência quando o prato fica pronto e as pessoas podem saboreá-lo. Comida cozida o tempo inteiro passa do ponto, assim como a música.

Decepção total em ver que os produtores eslovenos são tão maria-vai-com-as-outras como outros pordutores, que não tiveram nem metade do sucesso deles e nem construíram algo tão específico como eles o fizeram. Que a massa reprodutora e consumidora daquilo que está aí faça igual a todo mundo, ok. Mas qual a necessidade de Valentino Kanzyani e Umek, por exemplo, se converterem a essa já nem tão nova e um pouco démodé religião?

Bem, talvez o problema seja eu, que esteja ficando velha demais para isso. A esperança está toda depositada no papai Ricardo Villalobos, então. Esse sim sabe o que fazer com plics e plocs.

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5 respostas Até agora ↓

  • Alain Patrick // 20/10/2007 às 4:09 pm | Responder

    Não sei o porquê das pessoas insistirem em chamar PROGRESSIVE House / PROGRESSIVE Trance de ‘Electro-House’…………………….

  • Ricardo. // 10/12/2007 às 9:04 pm | Responder

    fazer musica, é a mesma coisa que cozinhar, como vc disse… se fizer sempre a mesma coisa, acaba enjuando, alem de vc, a todos tambem q forem comer.
    assim são os produtores de musica eletronica, fazem o msm genero de musica a um bom tempo, mas quando percebem q todos estão gostando mais do outro genero, eles partem pra essa opição tambem, o objetivo é agradar mais pessoas com suas músicas.
    Falo isso pq eu tbm sou um produtor de musica eletronica, fazia mto Trance, House, HardStyle, mas a modinha msm é o Electro-House, e o Psytrance, que são os estilos mais procurados pelos ouvintes!

  • alerib // 11/12/2007 às 3:34 pm | Responder

    Ricardo, concordo contigo que não dá para passar a vida toda fazendo a mesma coisa e que mudar pode ser interessante. Só não concordo que a audiência, a modinha ou o sucesso nas pistas – que são sempre tão passageiros – devam ser os critérios principais que orientem um produtor a mudar ou não de estilo. Se a música for a prioridade, a mudança se dará por conta de um processo criativo que se movimenta. Se o que contar mais for o hype, bem, aí é possível se submeter ao que o público preferir. Eu sou da opinião de que não é o público quem diz o que deve ser tocado, é o músico quem propõe alguma coisa. O público se abre para isso ou não.

  • Lucas // 28/02/2008 às 3:33 am | Responder

    Acredito que a parte house do ElectroHouse esteja na nao-repeticao que o electro traz, e a parte electro do electrohouse esta em tudo..
    Posso dizer que a maioria dos sons hoje sao mais electros doque house, mas nao concordo com a parte que diz que o electrohouse perdeu o conteudo rico do house, esse conteudo continua assim, porem com os synts mais pro electro…A diferenca da bateria de um electrohouse para um house é pouca, se nota mais o kick e em algumas tracks a caixa, porem os pratos continuam com a mesma levada.
    Talvez oque possa estar acontecendo nas musicas que sao vendidas como electroh0use, é uma confusao na hora de colocar o genero..Tem muitos electros pessados que tem uma levada mais techno doque house.:)
    Espero q entenda oq eu disse pq eu fiz uma confusao de assuntos fortes!kkkkkkkk
    abraxxx

  • alerib // 13/03/2008 às 12:28 pm | Responder

    Lucas,

    Talvez você tenha razão, deve ser muito difícil categorizar os gêneros musicais no campo da música eletrônica, onde novos estilos são criados a todo momento. Pode ser que pare da confusão resida aí e as pessoas ouçam alhos por bugalhos. Mas, de todo modo, penso que parte da confusão está em que os produtores do que se chama hoje electrohouse, na maioria das vezes, chupam coisas do house e do electro de uma maneira repetitiva e sem criatividade, tornando o som chato, monótono e sem graça. É nisso que ele perde, para mim, muito da graça do house e do electro que já criaram músicas tão belas que, até hoje, tocadas numa pista de dança, são capazes de levantar uma multidão.

    Abração, alerib.

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