… meu périplo de indignação contra as companhias aéreas, especialmente nesse momento a TAM, aqui, aqui e aqui, a mais nova é que, na audiência de conciliação, os simpáticos advogados da dita empresa, fazendo cara de maus – artifício comumente usado por quem quer esconder sua falta de conteúdo por trás da pose – não disseram palavra alguma a não ser a frase: “não faremos acordo neste caso”.
Bem, então vamos ao litígio pois, se eles podem me dar uma canseira, é fato que eu também posso dar um pouquinho de trabalho a eles.
Quem sabe na hora em que mais pessoas começarem a reclamar seus direitos contra as companhias aéreas nos juizados de pequenas causas dos aeroportos, eles aprendam a ser um pouco mais respeitosos com seus consumidores e um pouco mais conciliadores nos momentos em que as pessoas fizerem reclamações contra eles.
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… em ‘Através da Imagem’, evento no Parque Lage, em 30/11, quando foram exibidos dois de seus vídeos: ‘Loucura & Cultura’ e ‘Semi-Ótica’: “Abrir mão da representação, da imagem, foi muito doloroso.
É importante, vindo da boca de um artista que consegue, através de suas obras, juntar de maneira incomum uma ênfase na materialidade de seu gesto e de seus materiais com uma sintonia fina com os acontecimentos de seus tempo e, até, uma reflexão crítica desses fatos.
Não por acaso, a exposição que, em 2007, comemorou o aniversário do CCBB em São Paulo deu a Antonio Manuel todo o edifício do instituto, a fim de que ali ele expusesse um tanto de suas obras, marcas de sua trajetória, de seu percurso artístico e, também, de alguns dos momentos e das questões mais significativas dos últimos 30 ou 40 anos em nosso país.

Flans… Desenhos sobre jornais…
Corpobra… Eis o saldo…

Suas pinturas…

Fantasma…

Muros…
…são apenas algumas das múltiplas possibilidades que o artista parece ter encontrado para problematizar seu tempo através de uma materialidade engajada, se é que é possível sustentar tal termo tão paradoxal.
É uma delícia ouvir Antonio Manuel falar sobre sua obra. Não apenas é um contador de histórias de uma generosidade imensa como, também, um artista com bastante clareza de seu lugar e importância para a construção de uma poética brasileira, além de um ser inquieto, que parece que ainda se debate com seus modos de criação, sem se acomodar em uma ou outra fórmula, renovando sempre, mesmo que isso implique desconstruir o que, em dado momento, foi de determinada maneira e funcionou tão bem.
Raro.
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