Breathe, inhale, exhale…

Outros top tops…

14/12/2007 · Deixe um comentário

As melhores exposições de artistas brasileiros:
Nazareth Pacheco @ Casa Triângulo
Iran do Espírito Santo @ Estação Pinacoteca
Dora Longo Bahia @ Galeria Leme
Rosângela Rennó @ Caixa Cultural / Rio de Janeiro

Os melhores momentos da música eletrônica em terras brazucas:
Takaaki Itoh @ Clash Club
Vince Watson @ Clash Club
Underground Resistance @ Nokia Trends

As perdas irreparáveis do ano:
Paulo Autran
Karlheinz Stockhausen
Jean Baudrillard
Ingmar Bergman

Vergonha alheia: da nossa ministra Marta Suplicy, com sua pérola do “Relaxa e goza”, em relação ao caos aéreo.

Outro momento importante na música: Led Zeppelin reunion.

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E, no clima de fim de ano…

14/12/2007 · 1 Comentário

… aproveitando o espírito natalino, a febre das compras de Natal, a loucura dos congestionamentos monstruosos que assolam nossa cidade, bem como das chuvas e trovoadas que intercalam um calor tenebroso, eis minha lista dos

Mais mais, mais ou menos e menos menos de 2007, um ano que foi muito bom (ou quase)

A canalhice de 2007: Renan Calheiros inocentado pelo senado federal de todas as acusações.

A descoberta: John Lennon, provavelmente, ganhou mais ao casar-se com Yoko Ono do que o contrário. Para quem ainda tem dúvidas, veja a excelente exposição dela no CCBB, em São Paulo. Mulher mais do que respeitável, arte de primeira categoria.

O absurdo do ano: Apagão aéreo, caos aéreo, zona aérea (e ainda acharem que isso justifica aumento de mais de 100% no valor das passagens). Além do Lula continuar dizendo que não sabia, disso e daquilo. Desculpa em que só ele acredita e que, no mais, só depõe contra ele mesmo.

O ridículo de 2007: Corinthians rebaixado para a segunda divisão por culpa da bandidagem, da corrupção e da incompetência administrativa. Depois não entendem porque a torcida quer quebrar tudo.

Mais do que merecido: Rogério Ceni eleito como o melhor jogador do campeonato. (Aliás, por que ele não é convocado para a seleção brasileira?).

A boa idéia: Cidade limpa, em São Paulo. Que maravilha não ser bombardeada por outdoors diariamente e não ter a meus olhos a imposição de caras, bocas e marcas por todos os lados. Em meios às gafes que vive cometendo, Kassab deu uma mais do que dentro.

A tragédia do ano: O acidente com o vôo da TAM em Congonhas e as inúmeras invasões do exército aos morros da cidade do Rio de Janeiro. (Colocar toda uma população sob a mira de armas com a justificativa de combate ao tráfico de drogas e achar isso normal sinaliza que, em nosso país, uma grande parcela da população fica desprezada em seus direitos mais elementares e pode ser alvejada ao bel prazer da marginália ou do poder público).

O constrangimento de 2007: O texto de Luciano Huck no episódio do Rolex. Qualquer um que acredite que, por ser uma pessoa decente, não têm nenhuma responsabilidade pela desigualdade social e pela miséria no Brasil e, por isso, pode sair por aí esbanjando um relógio que custa uma pequena fortuna só porque foi comprado com dinheiro honesto, sem que nada lhe aconteça é, no mínimo, cego e equivocado.

Momento comédia: Galvão Bueno dançando a dança do siri para o programa Pânico na TV. Ridículo para ele, mas de ser ridículo ele entende bem e há anos.

O equívoco do ano: O BOPE exaltado a partir de Tropa de Elite que se pretendia, a acreditar na fala do diretor, ser uma crítica a esse tipo de violência e mentalidade policial, não um blockbuster. O tiro saiu pela culatra e agora o Capitão Nascimento virou nosso herói nacional e todo mundo pede para sair. (Imagine o que será o Carnaval, com esse tema).

O acontecimento na música: Radiohead permitindo o download de seu novo disco via website e deixando que cada um escolhesse se e quanto pagar pelo álbum. Está mais do que na hora da indústria fonográfica parar com esse chororô dos direitos autorais com que manipula até seus contratados a pensarem que são eles que estão perdendo alguma coisa e arrumar um outro jeito de ganhar dinheiro nas costas do trabalho dos artistas.

Bem, conforme me lembrar de mais, direi-lhes. No mais, suggestions are welcome.

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