… já que é necessário acrescentar que:
1) Ainda é uma delícia andar pelo Central Park em Nova Iorque, mesmo no inverno. As árvores totalmente ressequidas e sem folhas funcionam como moldura para os prédios sempre portentosos ao redor. Cena de filme.
2) Vale a pena andar pela cidade a pé. É tudo plano, extremamente fácil de entender com as ruas numeradas e indicações de norte, sul, leste e oeste. Fora que sempre há o que ver com os pés no chão. Para quem gosta de descobrir lugares, restaurantes, lojinhas, bem como para quem gosta de arquitetura, andar, andar e andar é a regra básica. Não dê uma de tatu. Metrô só para os lugares MUITO distantes. Ou nos dias de chuva, porque ninguém merece chuva, frio e vento ao mesmo tempo.
3) Respira-se muito bem o ar invernal da maçã, mesmo com todos aqueles carros. Mais um motivo para colocar um bom agasalho e andar.
4) Nova Iorque tem museus fora do circuito MoMA, Guggenheim, Metropolitan, como eu disse nesse post aqui. E não é necessário nem
sair de Manhattan (minha grande descoberta nesse périplo de fim de ano, com meu atual amor por Brooklyn e Queens). Há excelentes exposições no Harlem, por exemplo. Veja o The Hispanic Society of America Museum, o El Museo del Barrio e o Studio Museum. Se tem algo que os americanos parece que levam muito a sério é essa política de espalhar cultura por toda a cidade. Os museus fora dos bairros nobres existem, funcionam, têm preços acessíveis de entrada e, MARAVILHA DAS MARAVILHAS, possuem uma direção curatorial extremamente contemporânea, atual, com nomes reconhecidos, acervos importantes e exposições de altíssimo gabarito.
5) Sim, o MoMA é sensacional, bem como o Guggenheim, o New Museum… não há como negar a importância desses lugares. Nem como deixar de visitá-los. Muitas e muitas vezes. Mas o Brooklyn Museum, o P.S.1 (que é do MoMA) e os acima citados não fazem feio. Pelo contrário. Fora o sem número de galerias espalhadas pela cidade, especialmente em Chelsea e no Soho.
6) Come-se muitíssimo bem em Nova Iorque, mesmo que não seja nos restaurantes estrelados que a cidade oferece em grande quantidade. (Como esses aqui, por exemplo). A cozinha italiana traz muitas opções afeitas ao nosso paladar brasileiro, como o Bar Pitti, o Da Silvano, o Da Nico, entre outros que se pode descobrir por lá. Uma caminhada por Little Italy resolve o problema de se encontrar um lugar para comer.
7) Quer se sentir jantando em um quadro de Hopper ou em um filme dos anos 50? Vá ao Empire Diner, um típico diner novaiorquino. A culinária americana pode trazer bons burgers e ótimas batatas fritas, além de saladinhas e sopinhas para os mais dietéticos. Fora que fica em Chelsea, um bairro extremamente charmoso, repleto de moradores descolados, com gente andando pelas calçadas e cara de bairro mesmo. Um bom jeito de observar os americanos em seu habitat, longe das hordas de turistas.
Agora, se você gosta de cozinha contemporânea, num ambiente no estilo dos paulistanos Spot, Mestiço, Ritz, com gente bonita, num lugar bonito, e comida saborosa, o Bottino é outra opção em Chelsea que traz deliciosas surpresas.
9) No quesito compras, a coisa funciona mais ou menos assim, ao que parece: a 5a. Avenida tem todas as grifes concentradas em suas quadras, numa alucinante sucessão de Prada, Armani, Louis Vuitton, Abercrombie & Fitch, Gucci, a famosíssima e charmosíssima Tiffany & Co., Bulgari, Fendi, Ungaro, a departamental Saks, Cartier, a brasileiríssima H.Stern, os cosméticos da Sephora, Versace, a sempre lotada Banana Republic, e até uma NBA store para os adoradores do basquete. Mas é, ao menos nessa época do ano, estupidamente lotada. No Soho, é possível encontrar não apenas todas essas marcas (ou quase todas), mas umas outras tantas que só estão ali, em um ambiente muito mais charmoso e menos populoso. Dolce & Gabbana, Marc Jacobs, Anna Sui, entre outros, fora as lojas de design e de móveis que são de tirar o fôlego. No Meatpacking District, a coisa fica muito mais sossegada (e também extremamente charmosa), com figurões como Alexander McQueen, Stella McCartney, Christian Louboutin, a minha favorita PUMA blackstore, além de uma Apple store super transitável. Fora o fanfarrão Carlos Miele, da nossa M. Officer. (Não gosto nem um pouco. E olha que sou totalmente pró estilistas brazucas, excelentes e criativos. Mas Miele não me convence mesmo).
10) Agora, para quem tem realmente muito dinheiro, a Madison avenue é o lugar onde a coisa fica séria. TODAS (e eu digo TODAS mesmo) as grifes importantes do mundo inteiro estão por ali. Pouquíssimas pessoas nas ruas, carrões com motorista, casacos de pele e cromo alemão desfilando pelas calçadas, silêncio, limpeza, beleza e dinheiro, muito dinheiro. Da departamental chic Barneys, passando por Prada, Yves St. Laurent, Gianni Versace, Emanuel Ungaro, Moschino, Dolce&Gabbana, Giorgio Armani, Valentino, Calvin Klein, DKNY, Ann Taylor, e os maravilhosos couros e bolsas da Bottega Veneta, além dos sapatos do sensacional Jimmy Choo, está tudo por ali. Mesmo para quem não pode comprar (como eu), é interessante e bonito de ver. A moda é um campo fascinante para quem pesquisa sobre arte, portanto…
11) Por fim, as lojas de departamentos se espalham pela cidade inteira, das mais requintadas às mais populares. Barneys, Saks 5th avenue, Bloomingdales, Macy’s, Bergdorf Goodman, Henri Bendel, Century 21, Fortuneoff… há um pouco de tudo em cada uma delas, roupas de grifes, sapatos, bolsas, utilitários, mobiliário, coisas para casa, design, decoração, além de boas ofertas. Para quem se intimida em entrar nas lojas por vezes imponentes da 5a avenida ou da Madison, ou para quem tem dificuldades com a língua e se sente mais à vontade garimpando por si próprio, é uma boa alternativa.








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