Não, de forma alguma… mas entre gripes, viroses e dengue está difícil manter a sanidade por aqui.
São mais de dois mil casos de dengue por dia, na cidade do Rio de Janeiro. Uma cifra alarmante, ainda mais se persarmos que um tanto dessas pessoas vai morrer por erro diagnóstico ou falta de atendimento médico.
Parece bastante estranho que, em meio a uma epidemia (não sei se a dengue pode ser considerada uma epidemia no Rio, ao menos pelos critérios epidemiológicos mas, enfim…), médicos recebam pessoas com sintomas e, ainda assim, insistam em dispensá-las como tendo gripes ou viroses, sem nem ao menos realizar o exame que, até onde sei, é bastante simples. Por que não tirar a dúvida?
Tamanho descaso gera ainda mais desconfiança e temor entre as pessoas, que não sabem a quem se dirigir ou em quem confiar em busca de uma orientação sensata.
Estamos em 2008 e pessoas continuam morrendo de doenças que já haviam sido erradicadas de nosso país e retornaram. Febre amarela e a corrida da vacina no início do ano, dengue todos os anos, cada vez em maiores proporções… Trata-se de um abandono do poder público, de um descaso com a maioria da população, ou de um genocídio programado, que busca dar fim a um excesso populacional que, em sendo em sua maioria composto de miseráveis, são vistos como gente de segunda classe, passível de ser eliminada sem dó nem piedade?







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