… tem um trabalho incrível. Para quem não conhece, sugiro que vá urgentemente à Galeria Virgílio e peça para ver tudo o que eles têm da Edith por lá. Ou então, uma visita ao site da própria. Ou visite o portfolio de Edith no Canal Contemporâneo.

É incrível o que ela faz com o desenho, o que ela faz o desenho ser, saturando-o até ele se tornar tridimensional, cheio, orgânico e explodindo-o até que ele se torne linha, sobreposição de linhas, camadas de marcas, gesto, tempo, texto e textura. Um trabalho que dirige-se cada vez para o mais simples e o mais essencial e que brinca de construir espaços, de criar tempo, de estabelecer ritmos, como se fosse música, intervalos, sequências, criação de uma continuidade descontínua.

Desenhos, linhas, partituras, livros, palavras… Edith Derdyk passeia por muitos suportes carregando uma série de questões fundamentais, não só para a arte, como também para a vida. De uma generosidade ímpar com o fruidor de seu trabalho, faz da poesia letra, da letra traço, do traço espaço entre, palavra que cria espaço e que respira tempo. Deve ser pura poesia mas, também, pura marca, gesto que se repete e que inventa objetos tão ricos. O desenho de Edith ensina sobre desenho e ensina sobre os modos e meios pelos quais um sujeito marca a vida, cria lugar e constrói uma temporalidade para existir.
Necessário.








1 resposta Até agora ↓
edith derdyk // 26/05/2009 às 6:20 pm |
por acaso vi e li as palavras sobre meu trabalho!
agradeco o olhar
abracos
edith derdyk