Para os amantes da cidade luz, ou para os que estejam de passagem por essas bandas nos próximos tempos, alguns programas imperdíveis são:
Exposições:
elles@centrepompidou : ainda a melhor exposição em cartaz, como já comentei exaustivamente aqui.
Deadline, no Musée d’Art Moderne de la ville de Paris. Uma exposição interessante, que tem por tema a morte e como uma série de artistas produziu face à iminência da morte. Doença, idade, decrepitude, impossibilidades abrem lugar para uma produção vertiginosa, para mudanças, ou para obras desesperadas. Quando estiver no Museu, aproveite para dar uma olhada na exposição de Albert Oehlen, que continua a fazer em trabalho interessantíssimo mistura de sua action painting de outrora com intervenções feitas por computador, impressões digitais e colagens. Fora que o artista tem sido exposto em todos os cantos do mundo, o que torna ainda mais premente conhecer seu trabalho. E, por fim, uma vez no Musée d’Art Moderne de la ville de Paris, não deixe de passear pelo acervo permanente e, especialmente, pelas 4 instalações de Christian Boltanski, que são de tirar o fôlego. Sentar nas mesas do café do museu ao ar livre, observar as pessoas andando de skate perto do espelho d’água e aguardar o final do dia até o momento em que acendem as luzes a Torre Eiffel que fica ali do lado tornam o programa inesquecível.

Joseph Kosuth no Musée du Louvre: não, você não entendeu mal. O papa da arte conceitual, um dos mais contemporâneos entre os contemporâneos mostra seus neons em pleno Museu do Louvre, em um projeto dessa instituição de trazer arte contemporânea para conversar com seu acervo. Suas obras estão nos fossos medievais do Louvre, uma aproximação imperdível para quem se interessa por arte. E sem jamais deixar de dar uma voltinha pelo museu, especialmente nas salas de pintura holandesa com seus Vermeers e naquelas da pintura do século XIX francês, com seus Géricault, Delacroix e Ingres, meu percurso favorito.
Comidinhas
Au Rocher de Cancale: um restaurante charmoso e acolhedor na Rue Montorgueil cuja especialidade são os frutos do mar e que serve um delicioso tartar de salmão. O lugar está sempre cheio, a comida é deliciosa e os preços são ótimos. Fora que passear pela Rue Montorgueil é sempre um programa divertido, devido à mistura de restaurantes mil com suas mesas nas calçadas, gente andando a pé nessa região em que carros não entram, e deliciosas e convidativas lojas de queijos, temperos, padarias, docerias, numa oferta de gostos e cheiros que deixa qualquer gourmand maluco.
Au Pied de Cochon: nos Halles, é outro restaurante tradicional, lotado de gente o tempo inteiro e que – maravilha! – fica aberto 24 horas por dia, uma raridade. Os pratos de carne de porco são saborosos, os pratos de frutos do mar são frescos e o pé de porco que dá nome ao lugar é uma experiência gelatinosa e interessante. De dia, é possível ainda passear pelos jardins de Les Halles, sempre cheios de mães com seus bebês, ou então descer as escadas rolantes até o centro comercial que fica sob os jardins e se jogar nas comprinhas.
Au chien qui fume: outro restaurante especializado em frutos do mar, próximo de Les Halles, tipicamente francês com suas mesinhas na calçada onde as pessoas se deixam ficar horas a fio em torno de um café e um livro, especialmente nos dias de sol. As ostras são deliciosas.
La Coupole: uma tradição parisiense, essa brasserie estilosa de Montparnasse onde muita gente famosa do naipe de Hemingway, Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre já esteve, serve pratos saborosos em meio a uma decoração repleta de dourados e cores. O steak tartar é fantástico e a carne de cordeiro faz parte de seus pratos mais conhecidos.
Café de la Paix: outra instituição lendária, em frente à Opéra-Garnier, é um lugar suntuoso pelo qual também boa parte dos nomes importantes do último século e meio passou. Sente-se no terraço envidraçado, peça um vinho e uma soupe d’oignon (sopa de cebola, uma das maravilhas de inverno por aqui) e fique vendo o movimento das pessoas que passam freneticamente ali em frente, fora a beleza arquitetônica da própria Opéra.
Angelina: o salão de chá mais famoso da cidade, em frente ao Jardim das Tulherias, é um lugar charmosíssimo de decoração dourada e luxuosa, em que se pode comer doces inacreditáveis como o Mont-Blanc ou tomar um chocolate quente espesso que faz a alegria eterna de chocólatras do mundo inteiro como eu. A dica veio daqui.
Teatro
Sextett, de Rémi de Vos, no Théâtre du Rond-Point: teatro contemporâneo, de um humor mordaz e angustiante, para sabermos do melhor dessa nova safra de escritores e diretores franceses… Perturbador, como toda boa arte contemporânea tem sido.
Baladas
O lugar, ao menos para quem ama a música eletrônica, é o mundialmente conhecido Rex Club, com sua programação excelente e os djs famosos trazidos de todos os cantos do mundo para ali se apresentarem para um público animado, dançante e entendedor do que está ouvindo. Basta olhar na agenda e escolher sua noite: techno, electro, minimal… Nessa quinta, por exemplo, tem Sven Vaeth. Noutro dia teve Dopplereffekt. Dá para perder?







1 resposta Até agora ↓
Mirna // 04/11/2009 às 12:28 am |
Só falta chegar aí, o roteiro está pronto.
Bjks